Dra. Alessandra e Dr. Gustavo falam sobre emagrecimento

Projeto De bem com seu corpo. Conheça!

De bem com seu corpo: emagrecimento com saúde

No dia a dia da clínica eu estava vendo que muitas pacientes, até amigas, estavam insatisfeitas com o formato do corpo, o tamanho, as mudanças que acontecem ao longo da idade.

Por isso a gente resolveu instituir na clínica muito mais do que somente os tratamentos corporais que a gente já fazia até então, a gente resolveu instituir um projeto inteiro que se chama De bem com seu corpo.

E o Dr. Gustavo Cosenza é o nosso médico endocrinologista aqui da clínica e vai ser o responsável por esse projeto que é baseado em alguns pilares. O Dr. Gustavo é endocrinologista, tem pós-graduação em medicina do esporte, que muito me interessa e também fez nutrologia. Então ele é um profissional extremamente completo e vai estabelecer junto conosco os 5 pilares desse programa, que são:

– Diagnóstico
– Parte medicamentosa
– Reposição hormonal
– Alteração dos hábitos de vida
– Tratamentos estéticos complementares

Dra. Alessandra: Dr. Gustavo, eu gostaria que você começasse me contando como é que você diagnostica o estado corporal da paciente no primeiro momento. Como a gente diagnostica e avalia para fazer um planejamento?

Dr. Gustavo: Eu acho que a gente não pode se prender só na balança. A medida mais básica é o peso, qualquer um tem uma balança disponível, sobe, olha no espelho, sente que não está legal e aí nos procura. A gente não pode oferecer só a balança como um parâmetro pra diagnosticar a obesidade. Aqui na clínica a gente tem a bioimpedância, que é um exame através do qual a gente consegue determinar a quantidade de massa muscular e de massa de gordura. Diante disso a gente já vai ter um panorama geral das ações que a gente vai tomar. Onde tem mais gordura? Onde tem mais músculo? Ou se aquela pessoa precisa ganhar um pouquinho de massa muscular para melhorar o metabolismo, ou se ela precisa perder gordura. É individualizado mesmo. A bioimpedância é um aparelho bom, padronizado e que a gente consegue utilizar para o diagnóstico e seguimento da obesidade.

D.A.: Então o tratamento do homem com barriguinha é diferente do da mulher com culote? São tratamentos de abordagens diferentes?

D. G.: Exato. O homem tem uma composição corporal, a mulher tem outra. Tudo isso varia, então tem que ser realmente individualizado.

D. A.: Passando essa fase do diagnóstico, a gente vai para a fase do tratamento. E eu fico impressionada quando eu pergunto para as mulheres o que elas tomam em casa, com a quantidade de medicamentos que elas estão tomando para emagrecer, às vezes sem saber o porque e como. Eu sei que tem muita novidade nessa área e eu não domingo, mas o Dr. Gustavo domina muito. Quais são as principais novidades na área medicamentosa, no auxílio do combate ao sobrepeso, à obesidade? Quais são as armas que a gente tem hoje em dia boas de fato no mercado?

D. G.: Eu acho que a primeira arma é o contato com o paciente, é a gente descobrir os hábitos alimentares, ver onde está o erro. Isso realmente é individualizado, mas em se tratando de medicamentos, hoje nós temos algumas novidades por aí. A gente tem, por exemplo, o antigo Viktoza, que continua no mercado atualmente como produto para obesidade sob o nome Saxenda, mas é a mesma substância a liraglutida, essa é uma novidade. Ouso do Saxenda até em doses maiores do que a gente utilizava o Viktoza que era e continua sendo uma medicação para diabetes.

D. A.: São aquelas injeções que se toma na barriga?

D. G.: Isso, exatamente. Isso foi capa da revista Veja alguns anos atrás e, naquela época ainda não tinha comprovação. Hoje nós temos comprovação, trabalho que demonstrou uma perda de peso importante e que se manteve com uso do Saxenda, do Viktoza, que é a liraglutida.

D. A.: E junto com eles tem também algumas medicações via oral para controle de diabetes que nesses pacientes estão indicados?

D. G.: Isso deve ser individualizado, mas, por exemplo, se é um paciente que já tem um diagnóstico de diabetes, a gente pode introduzir os inibidores de XLT2, que no mercado são Forxiga, Jardiance. São medicamentos que ajudam na perda de peso também, mas quando aquele paciente tem diabetes. Aqui vale a máxima de que uma andorinha só não faz verão, essa é uma medicação que não pode ser usada sozinha, ela tem que ser indicada junto com outras medicações.

D. A.: Eu vejo que as pessoas ficam tomando o remédio da amiga, da colega, da vizinha e não têm indicação para isso. E o que mais temos nessa área? Parece que voltaram as anfetaminas, está uma febre. Fala um pouquinho pra gente sobre o uso dessas anfetaminas, se já está liberado e se todos os pacientes têm que usar.

D. G.: Essas realmente tem que ter bastante indicação. São medicamentos bons, na verdade com uma perda de peso grande, mas não é uma medicação para todo mundo. Realmente elas foram liberadas, ainda não tem um grande laboratório que produziu para colocar nas farmácias, mas algumas delas já estão em farmácias de manipulação. É uma medicação que a gente ainda vai utilizar bastante e é uma perspectiva sim.

D. A.: Então isso é para o controle da voracidade, da ansiedade de comer.

D. G.: Nem tanto a ansiedade, mais a saciedade mesmo.

D. A.: Você ficar satisfeito com o que come?

D. G.: Isso, exatamente. Para a ansiedade a gente tem outras medicações que também são utilizadas. Aí a gente vai para o lado do tratamento da compulsão alimentar mesmo. Até tem uma novidade para pacientes que têm compulsão alimentar a droga de nome comercial Venvanse, é uma droga nova que a gente está começando a utilizar. Na obesidade os medicamentos novos são testados, mas com embasamento científico mesmo.

D. A.: E o velho Xenical, ainda se usa?

D. G.: Ainda se usa. É uma medicação com poder de emagrecimento não tão grande, mas que em associação com outros medicamentos é ótimo. Dá pra utilizar sim, tem efeitos colaterais, quem já utilizou sabe que, às vezes, tem esses efeitos, mas quando bem indicado é uma opção sim.

D. A.: Como vocês podem ver o tratamento medicamentoso de perda de peso, da obesidade ou do sobrepeso tem que ser muito bem direcionado, de maneira séria, através de exames, com contato do médico e vocês viram que o Dr. Gustavo entende muito disso e vai ser um grande aliado aqui na clínica para a gente continuar com esse projeto De bem com seu corpo. Nós estamos cada vez mais perto do verão e nada melhor do que começar agora esse projeto e seguir até o final do ano para entrar bem no biquini.

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