Dr. Rafael Marques fala sobre a queda de cabelo em mulheres.

Queda de cabelo: preocupação para as mulheres

Queda de cabelo nas mulheres: entenda e trate

Queda de cabelo é um assunto que preocupa muitas mulheres e talvez seja o seu problema nesse momento. O desespero que bate quando você está passando por uma queda além do normal, quando você vê aquele monte de cabelo sair no banho ou ficando na escova de cabelo, na sua mão… e você se pergunta o que aconteceu para passar por isso. As causas são várias e eu sei que isso mexe muito com a autoestima da mulher. Não tanto quanto do homem, para isso, às vezes, passa despercebido.

O cabelo representa, muitas vezes, a sensualidade da mulher, mais até do que a roupa que ela veste. Nessa época de outono e inverno tem mulheres que sentem uma sensibilidade maior e a queda aumenta um pouco além do normal, mais do que a média diária que é de 100 fios. E você percebe na escova, vai ao salão e sente que está caindo mais, fica desesperada pensando no que você pode fazer para melhorar.

Você compra um medicamento, uma vitamina pra tentar recuperar aquela queda e dar uma estrutura maior para o cabelo, só que a história não é bem assim. A mulher tem vários fatores que podem influenciar essa queda e eu vou falar um pouco sobre eles.

Um exemplo é o fator hormonal. Às vezes foi um anticoncepcional que você trocou e esse medicamento, por mexer um pouco com a estrutura do seu organismo, faz com que o cabelo comece a ter uma queda mais frequente. Talvez você tenha parado de tomar o anticoncepcional para engravidar e isso também pode influenciar.

Outras mulheres tiveram uma gripe, esse resfriado que a gente pega nessa época do ano, e muita gente nem sabe que isso também pode afetar o cabelo. Quando a gente tem uma febre, um mal estar, o nosso organismo, muito sábio, para de levar energia para o cabelo e unha, que são estruturas que ele pensa ser menos importantes e dá mais importância para os órgãos vitais. Então depois de um período de 2 a 3 meses o cabelo vai começar a sofrer aquele momento que o organismo deixou de levar energia, proteína, nutrientes para ele e vai começar a cair, a mudar de fase com mais frequência.

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Um outro problema que afeta muitas mulheres é o hipotireoidismo, que é aquela disfunção na tireoide. A queda de cabelo pode ser um sinal de que aquela mulher está começando a ter um problema na glândula e os hormônios não estão adequados.

Outras mulheres que passam a gestação até bem com o cabelo, ele cresce mais por causa dos hormônios, no período da amamentação vem uma fase de queda importante também. Isso ocorre com algumas mulheres mais do que com outras.

Tem doenças autoimunes também, quando o próprio organismo começa a não reconhecer certas áreas e passa a atacar, daí o corpo começa a perder o cabelo.

Outras mulheres vão ao salão pintar o cabelo, mudar a cor e têm uma alergia a algum produto que foi usado. Isso vai irritar o couro cabeludo e pode aumentar a perda de fios.

Vou fazer uma comparação bem prática. Couro cabeludo é igual uma terra adubada, na qual o produtor vai plantar as sementes das árvores para darem frutos. Se aquela terra estiver muito seca ou se for uma terra muito espessa, a árvore vai ter dificuldade de crescer e dar seus frutos. A mesma coisa acontece com o couro cabeludo. Se você está com problema de dermatite seborreica, a famosa caspa, por exemplo, aquela pele vai estar muito mais grossa e o cabelo vai ter dificuldade para crescer. E às vezes você vai comprar uma vitamina achando que esse é o problema, mas a questão é outra.

A gente tem um hormônio no nosso corpo chamado cortisol e ele tem relação direta com o estresse e isso também pode provocar a queda de cabelo. Por isso aqui na clínica a gente dosa vários perfis hormonais e a quantidade de proteína também.

A mulher, por ter o período menstrual, perde todo mês uma quantidade de sangue e isso pode levar à perda de ferro, especialmente para quem tem um sangramento mais volumoso. O ferro é usado como um substrato para a construção do fio de cabelo, é como se você tivesse uma casa sem viga, sem estrutura.

Então aqui na clínica a gente faz um checape geral da paciente, vê a questão hormonal, também de proteínas que se perdeu e investiga até o dia a dia da pessoa. Às vezes ela começou uma dieta louca, que consome só 500 ou 1000kcal por dia e já tem trabalhos científicos confirmando que menos de 1200 kcal por dia na dieta vai levar a uma queda de cabelo futura, porque você não está fornecendo para o seu organismo energia suficiente. O que vai sofrer primeiro é aquele local que o organismo considera menos importante, unhas e cabelos vão ficando frágeis, vão perdendo brilho e vai aumentar a queda de cabelo.

Eu já tive pacientes que me perguntaram se iam ter que parar de pintar o cabelo por causa da queda. Cada caso é um caso. Não é porque você tem queda de cabelo que tem que parar de usar um tonalizante, um descolorante no cabelo. Às vezes você está destruindo a estrutura do seu cabelo e nós, então, vamos orientar você sobre esse tipo de problema.

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Uma coisa muito comum é pessoas com cabelo loiro, que descolorem o cabelo para ficar com aquele loiro um pouco mais intenso, no dia seguinte à aplicação da química notar que o cabelo está ressecado, fica difícil até de pentear. O que a pessoa faz então? Ela vai usar um condicionador muito pesado ou uma máscara capilar, só que aquilo acaba deixando o cabelo muito pesado e mulheres que tem o cabelo muito fino e liso não se sentem bem, porque isso leva a uma perda de volume. A gente tem como indicar produtos que vão reestruturar a cutícula do cabelo sem tirar o volume.

Uma mulher que esteja passando por um período de muito estresse e procura o médico para tentar controlar esse estresse com o uso de calmantes precisa saber que às vezes esse calmante vai trazer um perfil de queda de cabelo na lateral, na região temporal, o cabelo fica mais ralo nas laterais e normal na parte de cima. Na hora de prender o cabelo essa mulher se sente incomodada com isso.

É necessário fazer uma avaliação bem criteriosa, investigar desde doenças sistêmicas, como a psoríase, que pode atacar o couro cabeludo também. Às vezes você está tratando como se fosse uma alergia do couro cabeludo e na verdade o problema está na inflamação desse couro que precisa de um tratamento muito mais intenso e forte.

Além dessa investigação global que nós fazemos para definir qual será o tratamento, nós dispomos de aparelhos e técnicas de tratamento injetáveis que vão otimizar a ação da falta de proteína ou o problema hormonal, agindo diretamente no couro cabeludo e evitando que a pessoa tenha efeitos colaterais maiores tomando apenas os medicamentos por via oral, além de tratamentos tópicos com uso de xampus adequados.

A gente faz uma abordagem bem completa, indicando tratamentos seguros, também com alta tecnologia, que vão recuperar a sua autoestima e tirar o medo de ficar careca, calva futuramente. Trabalhamos para devolver aqueles cabelos sedosos, bonitos, brilhantes e saudáveis que toda mulher quer.

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